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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Novas instruções

Com o avanço da física as empresas terão que colocar novas instruções nos seus produtos. Abaixo seguem alguns exemplos:

-- este produto causa deformações no espaço tempo.

-- este produto atrai todas as coisas ao seu redor com uma força proporcional ao produto das massas e inversamenente proporcional com a distancia entre eles.

-- a massa deste produto contem energia correspondente a 85 milhões de toneladas de dinamite.

-- por causa do "princípio da incerteza" é impossível descobrir, ao mesmo tempo, onde o produto está e com que velocidade ele está se movendo.

-- há uma chance muito pequena, mas não nula de que através do processo de tunelamento este produto possa espontaneamente desaparecer deste local e reaparecer em algum lugar do universo. Incluindo a a casa de seu vizinho. O fabricante não é responsável por qualquer consequência deste fenômeno.

-- este produto é feito de 100% de matéria, evite contato deste com anti-matéria. Pois o resultado seria a liberação de uma grande quantidade de energia.

-- o uso deste produto de alguma forma irreversivel causará sempre algum aumento de entropia no universo.

-- este produto possui 99.9999999999% de espaço vazio.

-- só garantimos este produto para comportamentos em espaços tridimensionais, quaiser outras alterações devido a outras dimensões não estão na garantia.

-- algumas teorias da física quântica afirmam que quando o consumidor não está observando diretamente o produto, este último pode deixar de existir ou então passará a existir em um estado indeterminado.

-- tenha cuidado ao levantar este produto, pois sua massa e portanto seu peso dependem da velocidade relativa do usuário.

-- o universo em que este produto está inserido pode em algum momento colapsar em um ponto singular e em seguida dar origem a um outro universo. Apresença deste produto no novo sistema não é garantida.

sábado, 29 de outubro de 2011

Como Fazer Sua Bomba Atômica (genérica)

Olá.
Você está prestes a construir uma arma de destruição em massa, portanto, terá que estar ciente de que poderá dizimar sua cidade, durante o experimento.

Material necessário:

- Uma garrafa PET
- 2 Pombas Marotas (têm que ser marotas, senão não adianta)
- 1 foguete da NASA
- O computador HAL 9000 (de 2001 - Uma Odisséia no Espaço)
- 1 micro-combustor de energia cinética platônica
- 3 Nanochips maléficos
- 10 metros de fios de cobre
- 4 xícaras de OMO Progress
- 1 motor de fusca movido à fusão
- 1 tonelada de césio137 (muito encontrado em Goiânia - GO)
- 10 pilhas Duracell Ultra
- 6 litros de Gasolina Aditivada
- Urânio à gosto
- Papel Alumínio
- Um gato

Modo de Preparo.

Recubra a sua garrafa PET com o papel alumínio, de forma que não seja possível ver o fundo. Encha a garrafa com uma solução feita com a Gasolina, as pilhas, o Omo e o sangue das pombas marotas. Isso resulta numa substância completamente tóxica e mortalmente ácida. Coloque tudo na carrafa, o alumínio não deixará que derreta-a. Separe.

Pegue o motor de fusca, coloque todo o césio137 dentro dele, e faça-o funcionar, puxando a corda. Isso fará com que o césio se enriqueça, tornando o 150 vezes mais poderoso. Retire e separe.

Vamos à eletrônica da bomba. Ligue o combustor de energia cinética platônica e instale os nanochips. O computador se tornará vivo. Coloque-o para conversar com HAL, o computador mais inteligente já criado. Os nanochips se apossarão de HAL, tornando os dois um só. Separe.

Agora, pegue o urânio e fique balançando por umas 2 horas, é importante. Ele se tornará enriquecido como o césio, só que com 300 mil vezes mais energia. Envolva-o com o fio de cobre, isso isolará a energia.

Montagem

Pegue o foguete da NASA, faça as alterações:

Retire o motor principal, pegue a garrafa, coloque o conteudo no motor de fusca movido à fusão, como combustível. Junte com o césio e instale o motor.
Retire o computador principal da nave, coloque o HAL. Use o urânio enriquecido para suprir suas necessidades.

Coloque o gato para dirigir a nave, já que HAL fará tudo sozinho. Coloque a localização e faça as seguintes modificações no sistema de radar da nave:

No posto de antena AE-35, mude o sensor 3 para HI-FI STEREO, e o sensor 5 coloque como função paralelepídea com a manopla de comando 13A, que fica no painel ALFA. Já no posto AE-36, onde controla o radar principal de aproximação de alvos via laser, o sistema DELTA pode passar à posição 11, com chave cúbica 40.

Aperte o botão vermelho e coloque seus óculos.

Termodinâmica do Inferno

O Dr. Schambaugh, professor da escola de Engenharia Química da
Universidade de Oklahoma é reconhecido por fazer perguntas do tipo: "Por que os aviões voam?" em suas provas finais. Sua única questão na prova
final de maio de 1997 para sua turma de Transmissão de Momento, Massa e
Calor II foi: "O inferno é endotérmico ou exotérmico? Justifique sua
resposta." Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de
Boyle ou em alguma variante da mesma. Um aluno, entretanto, escreveu o
seguinte:

"Primeiramente, postulamos que se almas existem então elas devem ter
alguma massa. Se elas têm, então um mol de almas também tem massa.
Assim sendo, o estado termodinâmico do inferno é função da grandeza de
seu volume de controle e da taxa do fluxo líquido das almas que passam
pelo mesmo.

Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra
no inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo. Para as
almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes
religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões
pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno. Como
há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas
religiões, podemos assumir que todas as pessoas e almas vão para o
inferno.


Daí tem-se que a integral de superfície do fluxo de almas sobre o volume
de controle do inferno é negativa o que, de acordo com o teorema da
divergência de Gauss implica dizer que a integral de volume da
divergência do fluxo de almas com relação ao volume de controle do
inferno é também negativa.

Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos
esperar um crescimento exponencial das almas no inferno em função do
tempo.


Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume de controle do inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem
invariantes ao tempo, a relação entre a massa das almas e o volume de
controle do inferno deve ser constante.


Existem então duas opções:

1 - Se o volume de controle do inferno se expandir numa taxa menor do
que a taxa de almas que entram no mesmo, então sua temperatura e
pressão vão aumentar até ele explodir.

2 - Se o volume de controle do inferno estiver se expandindo numa taxa
maior do que a da entrada de almas, então a temperatura e a pressão
irão baixar até que o inferno se congele.
Então, qual das duas?
Se nós aceitarmos o que Theresa Manyam me disse no primeiro ano: "haverá

uma noite fria no inferno antes que e eu me deite com você", e levando
em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de me deitar com ela,

então a opção 2 não é verdadeira.
Por isso, o inferno é exotérmico."
O aluno Tim Graham tirou o único A na turma.

OBS: Provavelmente a história não é verdadeira.

Vida de elétron

Em meio a uma banda proibida em uma nuvem eletrônica, alguns elétrons conversam para passar o tempo.

- Este lugar está muito chato. Não há nada para fazer.

- Concordo - respondeu outro elétron -Isto aqui é uma prisão. Deviam acabar com essas malditas camadas de valência.

Um terceiro elétron entra na discussão:

- Pois eu logo vou sair daqui. Aposto todo dia na loteria eletrônica e pretendo ganhar um fóton altamente energético. Com ele vou dar um salto quântico e me tornar um elétron livre.

O primeiro elétron, esboçando um sorrisinho de deboche, rebate:

- Vã esperança. Você sabe bem que o tunelamento quântico é muito difícil de acontecer.

Ouvindo a conversa acirrada dos colegas, um velho elétron, segurando sua bengala, que com dificuldade mantinha seu spin alinhado, esbanjando sabedoria intervém:

- Há milhões de unidades de tempo estou confinado neste lugar. Já fiz parte do tecido de estranhas criaturas como os dinossauros. Já vi muitas coisas estranhas acontecerem. Vocês jovens, só pensam em liberdade. Pois saibam que a vida lá fora é muito difícil, muito perigosa. A qualquer momento um elétron pode ter seu fim decretado pelo choque com outras partículas ou radiações energéticas. Além do mais, a vida de um elétron livre não é permeada de glórias. Não fosse assim , eles não vivam tentando se recombinar.

Enquanto isso, em um condutor, um bando de elétrons também jogam conversa fora.

- Não estou legal hoje. Minha função de onda me diz que a probabilidade de eu estar com vocês aqui neste momento é quase zero. Entretanto eu estou aqui. Deve ser por isso que não estou me sentindo bem.

- Que nada - refuta um colega - Também senti isso quando me apaixonei por um próton em um colisor de partículas. Quase perdi minha carga elétrica por ele.

- É, mas eu não estou apaixonado. Além do mais, não costumo freqüentar esses lugares.

- Por que ? Tem medo das bizarras partículas que por lá aparecem?

- Com certeza! Um amigo meu certa vez deu de cara com um pósitron. Foi aquela explosão de energia. Emitiu um fóton e acabou reencarnando como outro elétron. Nunca mais nos vimos.

Nesse ínterim, um elétron ofegante chega em polvorosa.

- Pessoal! Estamos sendo observados. Estão tentando medir nossa posição e quantidade de movimento.

- Essa turma não aprende mesmo!- exclama o elétron líder do grupo - Todos comigo agora. Vamos usar o plano B. Quando eles tentarem medir nossa posição, todos usam sua natureza ondulatória para confundí-los. Em seguida, todos andam em zigue-zague para impossibilitar a medição da velocidade.

E assim foi feito. Novamente não se conseguiu medir com precisão a posição e velocidade, preservando intacto o princípio da incerteza de Heisenberg. Passado o susto, os elétrons se reúnem novamente para comemorar o sucesso da operação.

- Valeu pessoal! Conseguimos novamente. No entanto, não podemos baixar a retaguarda, pois com certeza eles irão tentar de novo.

Em meio a euforia, com alguns elétrons até emitindo alguns fótons, eis que de repente alguém grita:

- Oh não ! Lá vem um campo elétrico. Seremos arrastados novamente através das camadas de condução.

- Isto não é nada - retruca outro elétron - O pior será quando tivermos que realizar trabalho através da resistência que certamente encontraremos pelo caminho. Já estava até acostumado com essa boa vida.

- Animem-se colegas - grita um terceiro elétron, já sendo arrebatado pelo campo elétrico - Pelo menos estaremos viajando em baixa velocidade e não sentiremos o aumento relativístico de nossas massa com a velocidade, o que certamente nos deixaria ainda mais cansados.

E assim, milhares de milhões de elétrons foram arrastados através do condutor, cumprindo cada um sua missão de promover o curso natural do continuum espaço-tempo.

E na banda proibida, o papo continua.

- Ei ! Quer fazer o favor de sair do meu lugar? Não sabe que não é permitido dois elétrons ocuparem o mesmo nível de energia ao mesmo tempo? Está pensando que é um bóson?

- Tudo bem - desculpa-se o elétron - Mas também não precisa ofender. Conheço o princípio de exclusão de Pauli e sou férmion com muito orgulho. Aliás, odeio aquela turma do spin integral.

- É, mas bem que você gosta de um fotonzinho de vez em quando para ficar mais excitado.

- Ora, é intrínseco da natureza. Mas que eles são metidos, são. Só porque não têm massa e viajam na velocidade da luz se acham os maiorais. Nem noção do tempo eles têm. Esquecem eles que durante a fase de alta energia do universo eles eram mera parte integrante do bóson de Higgs. Já os bósons W+, W- e Z0 da força fraca, os glúons e os gravítons são gente boa. Talvez seja porque a gente não tem nenhum tipo de interação com eles.

- Não sei porque sua implicância com os fótons. Que mal lhe fizeram?

- Pois bem, vou lhe contar - falou o elétron, alinhando seu spin - Certa vez, ao receber um fóton, fiquei tão excitado que acabei tendo um relacionamento íntimo com outro elétron. Logo em seguida, ele foi embora para muito longe. Foi aí que os problemas começaram. Comecei a sentir estranhas sensações. De repente meu spin realinhava sem a minha vontade e estranhas forças se apoderavam de mim. Mais tarde, fiquei sabendo que o elétron com o qual eu me relacionara também sentira as mesmas sensações. Isto durou muito tempo e foi muito ruim. O velho elétron, que é muito sábio, me disse que isso é comum. Que nós elétrons sentimos as mesmas reações que os parceiros com os quais nos relacionamos em algum momento, mesmo que eles estejam bem distantes. Esse mal é conhecido como ação à distância. Dizem que até Einstein se recusava a acreditar nessa coisa fantasmagórica.

Enquanto os elétrons continuam seu colóquio, um enorme campo elétrico surge entre os extremos da estrutura molecular. É tão intenso que tensiona os elétrons em relação ao núcleo. Apavorados, sem saber o que está acontecendo, eles cedem à extrema força do campo elétrico, que arrebata-os.

Estavam finalmente livres

Teoria do Gato e da Manteiga

Dos fenômenos da natureza:

1) Pela observação cotidiana sabemos que: um gato que for lançado de uma janela ou outro lugar elevado cairá de pé, com as patas para baixo. Estável sobre suas patas.

2) Também foi observado e constatado por Murphy, que ao soltar da mesa em direção ao chão um pedaço de pão com manteiga, ele vai cair com o lado da manteiga para baixo.

Proposição: Amarrar um pedaço de pão com manteiga, com o lado da manteiga para cima, nas costas de um gato.


Que acontecera?

1) Cairá o gato sobre suas patas?
2) A manteiga lambuzara o chão?

Analisando o mecanismo:

1) Das leis da Manteigologia decorre que a manteiga deve atingir o solo, portanto cria um momento de rotação que gira o sistema para que a manteiga atinja o chão.

2) Das estritas leis da Aerodinâmica Felina temos que o gato não pode machucar seu dorso peludo. Portanto exercendo igual momento para que suas patas atinjam o chão.

Dedução:
Se o aparelho combinado: gato + pão-com-manteiga for lançado, a natureza não tem meios de resolver o paradoxo. Portanto, ele simplesmente não cai. É isso mesmo, acabamos de descobrir o segredo da antigravidade! Um gato amanteigado ira, quando lançado, rapidamente mover-se a uma altura onde as forças do pulo-do-gato e da repulsão da manteiga estarão em equilíbrio.

Este ponto de equilíbrio pode ser modificado tirando um pouco da manteiga, o que proporciona uma elevação, ou amputando uma das patas do gato, permitindo assim um declínio.

O perigo óbvio certamente é:
Se os gatos conseguirem comer os pães das suas costas, eles desabarão instantaneamente. É claro que os gatos vão cair sobre as patas.

Dados Técnicos para construir uma nave espacial com dispositivo antigravidade:
Propulsionar uma nave por meio de gatos congelados em animação suspensa, cerca de -190 graus Celsius, com pães com manteiga amarrados nas costas, evitando assim a possibilidade de colisões devido a felinos temperamentais, ou famintos.

Manobras:
Como guiar a nave, uma vez que os gatos são mantidos estáticos?

Proposta:
Sabe-se que, vestir uma camisa toda branca para ir a uma cantina italiana é uma maneira garantida de fazer uma viagem a lavanderia.

Recobrir o exterior da sua nave espacial com camisetas brancas. Instalar quatro esguichos simetricamente ao redor da nave, que tem, é claro, o formato de um pires. Dispare molho de tomate proporcionalmente as direções que você quer ir.

A nave, arrastada pelas camisetas, ira automaticamente seguir o molho. Se forem usadas camisas tipo T-Shirt, não consegue-se ir tão rápido quanto se usar, digamos, camisas de seda pura.

Exceção:
Só não funciona muito bem nos poços gravitacionais mais profundos, pois o molho de tomate, agora caindo num buraco negro, vai arrastar a nave com ele, a despeito da contra força da máquina antigravitacional gato/manteiga. A única esperança nesse momento é pulverizar enormes quantidades de OMO. Isto criara a tão conhecida Força Gravitacional Dupla Ação.

Descobertas adicionais:
Pesquisas recentes demonstraram que a substituição de manteiga por geléia de framboesa potencializa muito o sistema, pois pela Lei de Murphy sabemos que quanto mais caro é o produto que esté sobre o pão, mais certamente este cairá com a face, que contém o produto, para baixo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

RAIOS...



"Raios!"

Foi isso que eu gritei quando encostei naquele fio desencapado do liquidificador. Estava tudo pronto para misturar alguns ingredientes explosivos para uma nova experiência, quando a corrente elétrica impertinente invadiu meu laboratório e tascou-me aquele choque! Raios!

Logo que me acalmei, tive que deixar de lado a experiência explosiva para matutar sobre aquele episódio. Claro que a corrente elétrica estava onde sempre esteve, ou seja, não foi ela quem invadiu meu espaço, meu dedo é que invadiu o dela. Naquele momento, o meu azar foi ter um corpinho que é um ótimo condutor de eletricidade... Fazer o quê?

O fato é que fiquei pensando na energia elétrica, de onde ela vem, como é que chega até nós a toda hora, e está ali, sempre disponível, em buraquinhos na parede. No meu tempo não existia isso não. Eletricidade era só com a natureza. E o show elétrico ficava por conta dos raios. Aliás, foi pesquisando os raios que a humanidade começou a domesticar a eletricidade. Raios! - pois é, meu grito tinha sua razão de ser. Tudo tem razão de ser...

Como se formam os raios?

Imagine duas placas metálicas eletrizadas com cargas de sinais contrários, próximas uma da outra. Aumentando gradativamente a carga elétrica em cada placa, chegará um momento em que o ar entre elas se tornará condutor. Isto faz a carga de uma placa se transferir muito rapidamente para outra, através do ar: é uma descarga elétrica! A descarga elétrica gera uma emissão de luz pelas moléculas do ar, originando uma centelha. Às vezes observamos esta espécie de faísca: quando ligamos um interruptor de luz, por exemplo, ou ao tirar uma roupa de lã em um dia muito seco. Acompanhando a centelha, pode acontecer também um pequeno estalo, que é causado pela expansão do ar aquecido pela descarga.

Os raios se formam exatamente da mesma maneira! São descargas elétricas, só que muitas e muitas vezes maiores do que as que testemunhamos no dia-a-dia.

Em 1752, Benjamin Franklin demonstrou que as nuvens de tempestade estão carregadas de eletricidade e que os raios são descargas elétricas que se propagam entre as nuvens e a Terra.

As nuvens são carregadas positivamente ou negativamente?

Elas têm ambas as cargas, em regiões diferentes. Enquanto a tempestade está se formando, as partículas de gelo, que são mais pesadas e têm carga negativa, acomodam-se na parte mais baixa da nuvem. Já as partículas mais leves, ainda sob a forma de vapor de água, têm carga positiva e se acumulam na parte mais alta da nuvem.

Por que ocorrem as descargas elétricas?

stá lembrado da experiência com as placas? As descargas ocorrem porque a quantidade de carga acumulada cresce muito, então o ar entre as nuvens ou entre uma nuvem e a Terra torna-se condutor, permitindo que ocorra uma enorme descarga elétrica.

São essas descargas que originam os raios?

Os raios são somente as descargas entre a nuvem e a Terra. Descargas elétricas entre nuvens (ou dentro de uma nuvem) não podem ser chamadas de raios: são apenas relâmpagos.

Então os raios saem das nuvens e vêm para a Terra?

Em geral ocorre o contrário: o raio vai da Terra para a nuvem. Mas, há sempre uma descarga inicial, negativa, invisível, que vai da nuvem para a Terra. É a chamada descarga líder, que desce de uma altura de mais ou menos dois quilômetros do solo, na forma de um zigue-zague muito rápido, mas quando está algumas dezenas de metros distante do solo, sai outra descarga, positiva, do solo para cima, encontrando a descarga líder e percorrendo, no sentido oposto, caminho desenhado pela líder. Essa descarga de volta é pelo menos dez vezes mais intensa que a líder e muito brilhante: é o raio que vemos.

Como o trovão é gerado?

A descarga elétrica provoca um elevado aquecimento do ar, que se expande em alta velocidade comprimindo o ar vizinho. A compressão se propaga em todas as direções e produz uma onda conhecida como trovão.

Já reparou que nunca ouvimos o trovão como um estalo, um estampido único? Isto porque ele chega até nossos ouvidos como um eco, reverberando nos prédios, montanhas e outros grande obstáculos. O que provoca aquele tremor "em cadeia", grave e repetido.

Como saber se o raio caiu perto ou longe?

É possível avaliar a que distância está o relâmpago pelo intervalo de tempo decorrido entre relâmpago e trovão, bastando multiplicar esse tempo, em segundos, por 330 metros. Isso porque a velocidade do som é exatamente esta: 330 metros por segundo! Por exemplo: se o trovão ecoa três segundos depois do raio, isto quer dizer que ele caiu a uma distância de cerca de 990m, quase um quilômetro. Já aqueles raios que aparecem quase simultâneos ao trovão caíram bem pertinho, a menos de 330 metros de onde estamos!


O caçador de raios

Em 1752, o cientista americano Benjamin Franklin resolveu "capturar" raios. Para isso preparou um "papagaio" (ou pipa) com uma ponta de ferro. A linha da pipa era de algodão e, na sua extremidade, Franklin prendeu uma chave. Da chave saía um fio de seda que foi amarrado a uma árvore.

Num dia de tempestade, com muitos raios e trovões, Franklin soltou sua pipa e prendeu-a numa árvore pelo fio de seda, mantendo esse fio cuidadosamente protegido da chuva, para que permanecesse seco. Esperou algum tempo e, depois, arriscou: aproximou o dedo da chave.

Aconteceu o que ele previra: o toque soltou uma faísca semelhante às obtidas com corpos eletrizados.

Isto indicava, concluiu Franklin, que a chave estava eletrizada e que a carga elétrica tinha vindo das nuvens, através da ponta de ferro e da linha de algodão molhada pela chuva. A carga acumula-se na chave porque o fio de seda seco é isolante.

A experiência realizada por Franklin levou à invenção do pararraios, que é uma haste metálica colocada verticalmente sobre o telhado e ligada à Terra por um fio metálico. Quando uma nuvem carregada de eletricidade passa por um pararraios, a carga da nuvem escoa para a Terra através da haste e dos fios metálicos, sem afetar as casas nem as pessoas.

O pararraios foi a primeira aplicação prática da eletricidade. Daí por diante, o estudo dos fenômenos elétricos avançou rapidamente e suas aplicações se tornaram tão numerosas que, atualmente, condicionam quase tudo em nosso modo de vida.

Curiosidade

Alguns estudiosos afirmam que a experiência de Franklin nunca poderia ser realizada exatamente como ele descreveu. Ele teria divulgado esse relato (na verdade, uma situação inventada) com o objetivo de chamar a atenção da comunidade científica da época. Pelo visto, deu certo!

Se esta tese é verdadeira, Franklin era mesmo um visionário, pois usou uma estratégia de marketing espertíssima para disseminar a sua ideia.

Cuidado com o choque!

Nada menos do que 95% da energia elétrica consumida no Brasil é produzida em usinas hidroelétricas. A abundância de nossas bacias hidrográficas favoreceu a instalação de 66 usinas com capacidade acima de 100 megawatts, entre elas a maior hidroelétrica do mundo: Itaipu.

Mas, para chegar até nossa casa, a energia percorre os longos caminhos dos sistemas de transmissão, partindo das usinas e passando pelas estações e subestações transformadoras, pelas linhas de transmissão e pelos postes mais simples.

Por exemplo: o sistema de transmissão da concessionária de energia Eletrosul conta com 31 subestações, 9.015 km de linhas de transmissão, 67.844 km de cabos e 19.231 torres. A energia é distribuída em diversas tensões: 525Kv, 230Kv, 138Kv, 132Kv e 69Kv, beneficiando 28 milhões de pessoas em quatro estados: RS, SC, PR e MS. Conheça o sistema de transmissão da Eletrosul.

Já o sistema Furnas, que atende aos estados do RJ, SP, ES, MG, DF, GO, TO, MT e PR, tem dez usinas hidroelétricas e duas termelétricas (que produzem energia pela combustão de diversos materiais, como o petróleo, o carvão e o gás natural). Conhaça o sistema Furnas.

A partir da estação transformadora, vamos ver como se faz a distribuição da corrente elétrica até nossa casa. Em uma das extremidades da rede distribuidora, o circuito é fechado pelos fios dos aparelhos elétricos, filamentos de lâmpadas interruptores, etc. Na outra extremidade, pelos fios do transformador.



Observe que o passarinho está com os dois pés no mesmo fio, que está desencapado e não é esmaltado. O passarinho então funciona como um fio ligado em paralelo com o fio de transmissão. Uma parte da corrente passa por ele. Como é que não vira churrasquinho? É que é uma corrente muito fraca, a maior parte da corrente continua no fio. Isto acontece porque a resistência desse pedacinho de fio é muito menor do que a do corpo do passarinho. A corrente que passa no passarinho é tão fraca que ele nem sente.

E você?

Se tocar em apenas um pólo (um buraco da tomada, por exemplo) e estiver descalço ou com sapato molhado, seu corpo vai funcionar como parte do circuito, então a corrente passa e você toma um baita choque. Imagine um filamento de lâmpada. Seu corpo funciona igual: como elo de transmissão da energia entre um pólo e o fio terra. Mas se você estiver com sola de borracha, mau condutor, ela interrompe o caminho da corrente elétrica, então você não leva choque porque não a corrente elétrica não atravessa o seu corpo.

E se tocar um dedo em cada terminal, mesmo estando num dia seco e com sola de borracha? Aí não tem jeito: você vai tomar choque pois há entrada e saída para a corrente elétrica através de um corpo (o seu!).

Onde ficar para se proteger dos raios?

Não se esqueça: nós, humanos, somos bons condutores elétricos! Portanto, quando o tempo estiver sujeito a chuvas e trovoadas, observe os riscos que você corre em cada um desses lugares:



E se você estiver dentro do carro, em plena tempestade?

Dentro de um carro você estará completamente protegido dos raios. Se a descarga elétrica atingir o carro, ela será distribuída pelo exterior do veículo, não atingindo você. Pode ficar tranquilo quanto aos raios, mas cuidado com as enchentes...



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Por que o leite sobe quando ferve?



Para começo de conversa, é preciso entender uma característica básica do leite. Ele não é apenas um líquido, como a água, e sim uma composição orgânica que também contém sais minerais, gordura, proteínas e açúcar (a famigerada lactose, que o organismo de muitos adultos não tolera). Ao serem aquecidas, a gordura e as proteínas tendem a subir para a superfície do leite, formando uma película. Isso ocorre antes de a água presente no leite ferver. Quando isso acontece, a água começa a borbulhar e as bolhas de vapor empurram a tal película para fora e o leite passa a espumar. Todo mundo sabe que, se apagar o fogo, o processo é paralisado instantaneamente. "Isso acontece porque as proteínas voltam a dissolver-se na água do leite quando ele esfria", diz Paulo César Queiroga, gerente industrial de uma fábrica de laticínios. O que sobra na superfície é a popular nata: a gordura do leite.

Fervura incontida

Gordura e proteína do leite criam película que provoca o transbordamento
1 - Quando o leite é aquecido, a gordura e as proteínas sobem para a superfície, formando uma película
2 - Quando a água contida no leite começa a ferver, as bolhas de vapor empurram a película para fora, formando a espuma que transborda.

Por que os aviões a jato deixam um rastro no céu?



Porque o vapor d´água que sai de suas turbinas congela na hora, transformando-se em cristais de gelo suspensos na atmosfera. Isso, porém, não acontece sob qualquer circunstância. O ar precisa estar a uma temperatura de pelo menos 35ºC negativos, ou seja: o avião tem que voar a pelo menos 10 quilômetros de altura, se estiver nas regiões equatorial ou temperada, ou a 5 quilômetros, nas de clima mais frio. Além disso, a umidade relativa do ar deve estar em torno de 65%. Sem falar que a trilha só é visível se o céu estiver limpo, com poucas nuvens. Se, além das circunstâncias favoráveis, já houverem cristais de gelo suspensos na atmosfera, eles se juntam ao rastro da aeronave. Assim, a trilha pode crescer e ficar no ar por várias horas.

Por que a cerveja, ainda líquida quando retiramos a garrafa do congelador, congela em contato com as mãos?



Quando seguramos a garrafa pelo gargalo, o calor da mão não reage com a cerveja. Por isso, ela permanece no estado líquido
Quando seguramos a garrafa pelo bojo, o calor da nossa mão libera o gás contido na bebida - o que reduz a temperatura do líquido e acaba congelando-o
Essa bebida recebe, em sua fabricação, a adição de gás carbônico (CO2), que aumenta a pressão dentro da garrafa. O gás está presente em seu interior em duas formas: uma parte no espaço onde não há líquido e o restante dissolvido dentro da cerveja. A pressão e as baixas temperaturas fazem com que uma quantidade maior do gás carbônico permaneça no líquido. Em certas temperaturas pouco abaixo de zero grau Celsius, essa mistura fica em um estado bastante instável, chamado de sobrefusão, em que uma pequena alteração na temperatura basta para congelá-la. Quando seguramos a garrafa pelo bojo, causamos um desequilíbrio em seu interior. O calor de nossas mãos faz com que mais gás carbônico dissolvido na cerveja passe do estado líquido para o gasoso, sendo liberado. Isso reduz ainda mais a temperatura do líquido, que acaba congelando. Quando, porém, seguramos a garrafa pelo gargalo, a alteração é mínima e a cerveja permanece líquida.

Como ocorre o raio?



O fenômeno é causado por uma descarga elétrica entre duas nuvens (o que é mais comum) ou entre uma nuvem e o solo. Essas nuvens são normalmente do tipo cúmulo-nimbo - verticalmente mais extensas, com a face inferior lisa. Elas se formam a cerca de 2 quilômetros de altura do solo e se estendem por até 18 quilômetros acima. O choque entre as partículas de gelo dentro da nuvem causa uma separação de cargas elétricas positivas e negativas. Quando a diferença de cargas é muito grande, uma carga elétrica, geralmente negativa, chamada condutor, fraca e invisível, deixa a nuvem e ziguezagueia para baixo, entre 30 e 50 metros de altitude. Devido à intensidade do campo elétrico formado, as cargas positivas do solo mais próximas do raio condutor, chamadas de conectantes, saltam até encontrá-lo, fechando assim o circuito elétrico entre a nuvem e o solo. Só quando as duas correntes se encontram é que tudo se ilumina e o raio pode ser observado.
Em outro tipo de raio, chamado de positivo, a posição das cargas é invertida, ocorrendo uma descarga negativa do solo e outra positiva da nuvem. Nos raios positivos, a descarga se origina da parte alta da nuvem, enquanto nos negativos sua origem é no lado inferior. "A maioria dos relâmpagos que atingem o chão é oriunda das nuvens. Menos de 1% se origina no solo e sobe para a nuvem. Para a formação dos dois tipos concorrem descargas tanto do solo quanto da nuvem, mas a mais comum é de cima para baixo", diz o geofísico espacial Osmar Pinto Junior.

Eletricidade cósmica

Nuvens carregadas formam campo elétrico que, ao se descarregar, risca o céu de luz
1. Uma nuvem negra está repleta de gotículas de água congelada, que se mexem por causa dos ventos.
2. Nessa confusão, os granizos se chocam. A cada esbarrada, os átomos de água perdem ou ganham elétrons
3. Criam-se, assim, duas forças elétricas: uma positiva e outra negativa
4. Uma carga elétrica, geralmente negativa, deixa a nuvem e se dirige ao solo
5. Quando a eletricidade chega ao chão, este lança uma descarga positiva, que se encontra com a da nuvem. Nesse instante, ocorre o clarão.

Como ocorrem as estrelas cadentes?




Trata-se de um fenômeno luminoso criado pelo atrito e pela vaporização de corpos sólidos vindos do espaço, os chamados meteoróides. Eles penetram na atmosfera a velocidades altíssimas - até 250 000 quilômetros por hora - e logo se desintegram. É esse processo que enxergamos como um rastro luminoso no céu e chamamos de estrela cadente. O fato de esse rastro ser ionizado - ou seja, eletrificado - causa ainda mais brilho.
Os meteoróides são objetos que vagam pelo espaço interplanetário consistindo geralmente de pedaços de cometas ou de asteróides. Os menores têm dimensões da ordem de 0,5 milímetro - massas de cerca de 1 miligrama - semelhantes a um grão de areia. Se for muito menor do que isso, dificilmente ele será visível nas condições normais da nossa atmosfera. Já entre aqueles grandes o suficiente para fazer um risco no céu, os maiores são da ordem de 1 centímetro - com massa de 1 grama. Se for muito maior do que isso, o objeto pode atravessar a atmosfera e cair na superfície da Terra (ou no mar), sendo chamado então de meteorito. Numa noite escura, com o céu bem limpo, é possível observar, com alguma sorte, mais de dez estrelas cadentes por hora, às vezes acompanhadas de explosões semelhantes a um trovão abafado. "Para não se desintegrar e conseguir chegar até a superfície da Terra, o meteorito precisa ser muito grande.
Por isso mesmo, esse fenômeno é muito mais raro ", afirma Walter Junqueira Maciel, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP.

Um súbito rastro de luz

Fenômeno ocorre quando rochas que vagam pelo espaço se desintegram na atmosfera terrestre
1. Os meteoróides são rochas de tamanho variado, formadas por estilhaços de asteróides ou cometas
2. Ao invadirem a atmosfera a velocidades altíssimas, essas rochas se chocam com o ar e se desintegram. Vê-se, então, o risco luminoso no céu conhecido como estrela cadente
3. Rochas estelares demasiadamente grandes não se desmancham por completo: algumas partes chegam à superfície terrestre. São os chamados meteoritos.

Como funciona o palito de fósforo?



O palito queima porque sua cabeça é feita de substâncias que fazem a faísca do atrito com a caixinha virar chama. Aí, o fogo consome a madeira do palito por uns 10 segundos. O processo é bem conhecido: a gente risca o palito na caixa e produz uma faísca, que faz as substâncias inflamáveis do palito entrar em combustão. Quem descobriu essas propriedades químicas foi o físico inglês Robert Boyle, em 1669. Mas o palito de fósforo só foi criado em 1826, quando surgiram uns palitões de 8 centímetros apresentados pelo químico inglês John Walker - tirando o nome, ele não tem nada a ver com o escocês que inventou o famoso uísque no século 19. Mas esses fósforos grandões tinham um grande inconveniente: todas as substâncias necessárias para a queima ficavam na cabeça do artefato. Aí, qualquer raspada dos palitos na calça fazia o troço pegar fogo. A solução surgiu em 1855, quando o industrial sueco Johan Edvard Lundstrom inventou os chamados "fósforos de segurança" que a gente usa até hoje. A sacada de Lundstrom foi colocar uma parte das substâncias para a queima no fósforo e outra na caixinha. É por isso que os palitos não se incendeiam quando você os raspa em qualquer lugar!

Cabeça quente

Potássio e parafina alimentam a chama
1 - Um fósforo começa a queimar pela cabeça por causa do mix de substâncias que ela tem: a parte vermelha é o clorato de potássio, que libera bastante oxigênio para manter a chama acesa. Revestindo a cabeça, uma camada de parafina serve como combustível para alimentar a chama
2 - A caixinha, por sua vez, tem areia e pó de vidro, para gerar atrito, e fósforo (sim, o fósforo fica na caixa e não no palito!) para produzir calor intenso. Quando a gente risca o palito na caixinha, esse trio de substâncias ajuda a produzir uma pequena faísca
3 - Em contato com o palito, a faísca queima o clorato de potássio, que libera uma grande quantidade de oxigênio. Esse oxigênio reage com a parafina que reveste o palito. Essa combinação gera uma chama que consome a madeira do palito por mais ou menos 10 segundos.

Faça Você Mesmo

Fogueira de bolso

Bom para quando você for deixado numa ilha deserta!
1 - Arrume dois pedaços de madeira - um plano e parecido com uma tábua e outro em forma de graveto - e um pouco de palha seca para pegar fogo
2 - Apóie o graveto na tábua e, com as mãos, comece a friccioná-lo sobre a tábua até gerar uma faísca. A fagulha vai aparecer se a fricção for bem rápida
3 - A palha vai ser a primeira a se incendiar. Quando ela estiver pegando fogo, leve-a até uma fogueira maior, com bastante palha para gerar uma grande chama.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Formigas são mais espertas que crianças da quinta série?



Quando se trata de matemática, um novo estudo publicado na revista “Comportamento” sugere que as formigas são mais inteligentes do que muitas crianças de escola primária. Os testes mostram que os insetos têm propensão para a matemática e até podem realizar operações aritméticas simples.
“As formigas são mais inteligentes do que um aluno de quinta série, elas conseguem fazer cálculos!”, empolga-se Els van Egmond do editor da revista.
Para o estudos, os cientistas Zhanna Reznikova e Boris Ryabko pesquisaram em uma grande variedade de espécies diferentes sua capacidade de contar e realizar tarefas matemáticas básicas. Os pesquisadores afirmam que espécies de formigas conseguem comunicar informações sobre números para membros da colônia e também realizar operações aritméticas simples.
Reznikova, da Univesidade Estadual de Novosibirsk, Rússia, e Ryabko, do Universidade Estadual de Telecomunicações e Ciência da Computação da Sibéria têm estudado as habilidades matemática da formiga já há algum tempo.
Para algumas de suas experiências anteriores sobre as formigas, os pesquisadores montaram várias estruturas em forma de labiribto e esconderam comida em lugares específicos. Aqui estão alguns esboços mostrando como os objetos pareciam (Crédito: Zhanna Reznikova e Boris Ryabko).
Os experimentos foram feitos com o objetivo de impossibilitar a comunicação entre as formigas, não abrindo margem para elas deixarem uma trilha de cheiro para trás. “A fim de alertar outras formigas sobre a localização do alimento, os insetos provavelmente enviam mensagens informando seus companheiros não sobre o lugar exato da comida, mas sobre a distância ou o número de passos e assim por diante”, escrevem os cientistas.
“Mesmo que seja assim”, acrescentam, “isso mostra que formigas são capazes de utilizar valores quantitativos e passar informações sobre eles”. Outra pesquisa mostra que tanto formigas quanto abelhas executam tarefas de “abstração e extrapolação”, além de outras habilidades matemática, afirmam os investigadores.
As formigas, elas continuam, conseguem realizar operações aritméticas simples com números pequenos. “Acreditamos que aplicar ideias de teoria da informação e usar sistemas de comunicação natural dos animais altamente sociais pode abrir novos horizontes no estudo da cognição numérica”, defendem.
Os cientistas ainda destacam outros estudos que demonstraram as habilidades matemática de vários animais. Aves são normalmente áses na matemática. Pombos, corvos e os papagaios são particularmente bons em quebra-cabeças relacionados a números. Os primatas não-humanos, tais como os chimpanzés, são ok em matemática, mas perdem feio para as minúsculas formigas. Se ao menos pudéssemos usá-las para calcular nosso Imposto de Renda…

Atividade solar influencia a densidade da atmosfera da Terra



Segundo um novo estudo, conforme a energia do Sol sobe e desce, a atmosfera da Terra vai junto. Estas flutuações da energia do Sol explicam o recente colapso da atmosfera superior da Terra, que antes havia intrigado os cientistas.
A queda acentuada dos níveis de radiação ultravioleta foi o que provocou o colapso. Os pesquisadores também descobriram que o ciclo magnético solar, que produz diferentes números de manchas solares ao longo de um ciclo de aproximadamente 11 anos, pode variar mais do que se pensava anteriormente.

O ciclo não só varia na escala típica de 11 anos, mas também pode variar de um mínimo solar para o outro. As descobertas podem ter implicações para satélites em órbita, bem como para a Estação Espacial Internacional.

Durante o colapso, a camada da atmosfera superior, conhecida como termosfera, fica encolhida e menos densa, portanto os satélites podem mais facilmente manter suas órbitas. Ainda assim, o colapso indica que o lixo espacial e outros objetos que apresentam riscos podem persistir por mais tempo na termosfera. Esses milhares de objetos não-operacionais remanescentes no espaço poderiam colidir com os satélites em trabalho.

Recentemente, a atividade solar estava em extrema baixa. Em 2008 e 2009, as manchas solares foram escassas, as chamas solares quase inexistiram, e a luz solar ultravioleta extrema – uma classe de fótons com comprimentos de onda extremamente curtos – esteve em baixa.

Dentre os 43 anos de exploração especial, essa foi a maior diminuição da termosfera da Terra já vista.

A termosfera, que varia em altitude de cerca de 90 a 500 quilômetros, é uma camada de gás rarefeita na borda do espaço onde a radiação do sol faz seu primeiro contato com a atmosfera da Terra. Ela geralmente esfria e se torna menos densa durante atividade solar baixa.

Mas a magnitude da mudança de densidade durante o mínimo solar recente pareceu ser cerca de 30% maior do que seria esperado por baixa atividade solar.

Os pesquisadores usaram modelos de computador para analisar dois possíveis culpados pelo encolhimento da termosfera. Eles simularam os impactos da produção do sol e do papel do dióxido de carbono, um gás de efeito estufa que, de acordo com estimativas anteriores, reduz a densidade da atmosfera exterior cerca de 2 a 5% por década.

No entanto, os cientistas não tinham certeza se a diminuição da radiação ultravioleta extrema seria suficiente para ter um impacto dramático na termosfera, mesmo quando combinado com os efeitos do dióxido de carbono.

Os modelos de computador mostraram que a termosfera, em 2008, resfriou 41 graus Celsius em relação a 1996, mas pouco disso foi atribuído ao aumento de dióxido de carbono. Os resultados mostraram também que a densidade da termosfera diminuiu 31%, apenas 3% graças ao dióxido de carbono.

Ou seja, os pesquisadores afirmaram que ficou claro que a baixa temperatura e densidade da camada foram principalmente causadas por níveis anormalmente baixos de radiação solar ao nível extremo-ultravioleta.

A pesquisa também indica que o sol pode estar passando por um período de atividade relativamente baixo, semelhante aos períodos que ocorreram no começo dos séculos 19 e 20. Isso pode significar que a atividade vai continuar assim no futuro. Se for verdade que há certos padrões semelhantes ao passado, então devemos esperar baixos ciclos solares para os próximos 10 a 30 anos.

sábado, 5 de março de 2011

O que são as miragens?

Um lago rodeado de palmeiras no meio do deserto. Isso é o que se chama de oásis. Ou melhor, seria um oásis, se não fosse apenas uma miragem. É sempre assim que acontece nos desenhos animados: o viajante cansado e com sede corre em direção àquele oásis tropical e, somente quando está prestes a mergulhar é que o lago, junto com todas as palmeiras, desaparece.


É verdade que esse tipo de miragem é apenas ficção, mas as miragens realmente existem e podem fazer parecer que há água onde não tem. Ao contrário do que acreditam muitas pessoas, as miragens não são uma alucinação provocada pelo forte calor. Elas são um fenômeno óptico real que ocorre na atmosfera e que pode inclusive ser fotografado.

Você também não precisa estar em um deserto para ver uma miragem. Elas acontecem com certa frequência, por exemplo, em grandes rodovias em dias de calor intenso. De longe, você vê a imagem de um veículo que parece refletido no asfalto da estrada, dando a nítida impressão de que o asfalto está molhado e que o veículo foi refletido por uma poça d’água. Mas, conforme você se aproxima, percebe que a rodovia está completamente seca.

Desvio da luz

O termo miragem tem origem na expressão francesa se mirer que significa mirar-se, ver-se no espelho. As miragens se formam a partir de um fenômeno chamado pelos físicos de refração – que nada mais é do que o desvio dos raios de luz.

Bom, mas para entender porque o desvio da luz forma as miragens, é preciso que você entenda, antes de tudo, como é a nossa visão. Nós só podemos ver porque os objetos refletem ou emitem luz. É justamente essa luz, que chega aos nossos olhos, que é enviada por meio de sinais elétricos ao cérebro. Interpretando os sinais, o cérebro dá forma aos objetos e assim nós enxergamos as coisas.

O problema (se é que podemos considerar isso um problema) é que o nosso cérebro entende que os raios de luz se propagam sempre em linha reta. Isso até seria verdade, se os raios nunca sofressem nenhum desvio pelo caminho. O desvio da luz pode ocorrer quando os raios atravessam meios com diferentes densidades, como da água para o ar, ou ainda de um ar mais frio para um ar mais quente, ou passam através de lentes.

Você pode observar facilmente o fenômeno da refração colocando um lápis dentro de um copo com água. Deixando-o parcialmente mergulhado, você vai notar que o lápis parece que está quebrado, o que obviamente não é verdade. Outro caso de refração é de um pescador que avista um peixe no mar e o vê mais próximo da superfície do que ele está. Nesses dois exemplos, nós vemos os objetos em posição diferente da que eles realmente se encontram. Isso ocorre porque não vemos a luz dobrar-se; vemos apenas os efeitos dessa dobra.

Mas agora voltemos às miragens! Você já reparou que na praia, em dias muito ensolarados, você vê as coisas que estão a certa distância meio “trêmulas”? O fenômeno físico que leva essas imagens parecerem trêmulas é o mesmo que leva à formação das miragens no deserto ou nas estradas.

Devido ao calor intenso, forma-se uma camada de ar quente junto ao solo. E esse ar é menos denso do que o ar da camada situada imediatamente acima, mais frio. Como os raios de luz se propagam mais rápido no ar quente, eles encurvam-se para cima. Mas, como o nosso cérebro interpreta que a luz percorreu um caminho retilíneo, o que nós vemos é a imagem do objeto, que pode ser uma palmeira, por exemplo, invertida, como se estivesse refletida em poças de água sobre a estrada, ou um lago no deserto. A água é ilusória, mas a palmeira e sua imagem são reais. Esse tipo de miragem é chamado de miragem inferior.



Navios fantasmas

Existe outro tipo de miragem, esse mais raro, e muito mais impressionante, que são as chamadas miragens superiores. Ao contrário das miragens inferiores, elas ocorrem por uma distribuição de temperatura inversa, ou seja, uma camada de ar mais fria próxima à superfície e, acima dessa, uma camada de ar mais quente. Essas miragens também são difíceis de serem vistas por aí, porque são típicas de regiões polares ou de água muito fria.

As miragens superiores fazem o objeto visto parecer muito acima do que ele realmente está. Você pode, por exemplo, ver um barco flutuando no ar, ou ele pode parecer muito mais alto do que é na verdade. No caso das miragens marítimas, é possível a formação de imagens invertidas de navios que, devido à curvatura da Terra, ainda não estão visíveis. Mas também imagens diretas e suspensas sobre o horizonte são possíveis. Talvez seja daí que venham as lendas de navios fantasmas.

O Guiness Book of Records - Livro dos Recordes Mundiais – registra o mais distante objeto já visto por meio de uma miragem. A escuna Effie M. Morrissey estava no meio do caminho entre a Groelândia e a Islândia em 17 de julho de 1939, quando o Capitão Robert Barlett avistou a geleira Snaefells Jökull, na Islândia, que deveria estar a uma distância de 536 a 560 km. A distância aparente, no entanto, era de apenas 40 a 50 km. Se não fosse pela miragem, a geleira não poderia ser vista além de 150 km. Atualmente, sabe-se que várias geleiras que foram descobertas eram, na verdade, miragens. Incrível, não?

Você pode ver um fenômeno óptico similar a miragens superiores em qualquer dia de céu claro. Como a atmosfera terrestre não é um meio homogêneo - quanto maior a altitude, mais rarefeito é o ar – a densidade atmosférica diminui da superfície para o espaço. Esse fato faz com que a luz proveniente de um astro, ao atravessar a atmosfera, siga uma trajetória não retilínea.

Em consequência, quando olhamos para o sol, nós o vemos não em sua posição real, e sim mais alto do que ele realmente está. Por isso, o sol pode ser visto após se pôr e antes de nascer, mesmo estando abaixo da linha do horizonte. Além disso, quando o sol ou a lua estão bem próximos à linha do horizonte, os raios luminosos vindos da borda inferior encurvam-se mais acentuadamente do que os raios vindos da borda superior, fazendo com que pareçam elípticos.

Fonte: Invivo, Ciência.

Qual a velocidade da corrente elétrica?

Quando você aciona um interruptor que liga uma lâmpada, na verdade está apenas fazendo com que um circuito se feche. Neste instante, os elétrons livres, presentes na fiação da rede elétrica da sua casa, sofrerão a influência de um campo elétrico e começarão se movimentar. Esta é a corrente elétrica.

Mas você já se perguntou com que velocidade estas partículas infinitamente pequenas se movem, para que a lâmpada se ligue praticamente no momento em que é acionada?


O primeiro pensamento que vem à mente é de que os elétrons percorrem o segmento do condutor, entre o interruptor e a lâmpada, em uma ínfima fração de segundo, levando-nos a pensar que a velocidade de deslocamento destes elétrons é próxima à velocidade da luz.

Na verdade, este raciocínio induz a um grande erro.

Para chegarmos à resposta certa, devemos pensar que o fio condutor, que normalmente é de cobre, é formado por infinitos átomos, desde seu início até a sua extremidade mais distante.

Portanto, ao fecharmos o circuito, acionando o interruptor, estamos fazendo com que todos os elétrons livres se movimentem. Não necessariamente os elétrons que estão próximos a você são os que farão a lâmpada funcionar.

Surpreendentemente, a velocidade de cada elétron é realmente baixa, experimentalmente chega-se a resultados próximos a 1 cm/s, variando conforme o material do condutor e as características do local onde se encontra.


E se pensarmos que as redes no Brasil têm caráter alternado, com frequência de 60 Hz (ou seja, o sentido do movimento da corrente muda 120 vezes a cada segundo), provavelmente chegaremos à conclusão de que é possível que os elétrons livres que estão próximos a sua mão no momento em que você aciona um interruptor podem nunca chegar a atravessar todo o segmento de fio, a ponto de realmente chegarem à lâmpada a qual está ligado.

Fonte: http://www.sofisica.com.br/conteudos/curiosidades/velocidadedaeletricidade.php

Por que a água apaga o fogo?

Para que seja possível entender por que a água apaga fogo, é preciso conhecer as condições necessárias para a existência do fogo, que são basicamente o calor, o comburente (oxigênio) e o combustível. Ao retirarmos um desses três componentes do fogo, ele apaga!

Porém, eliminar o combustível (material que está sendo queimado) é muito difícil, e retirar o oxigênio do ar também. Então, resta apenas retirar o calor existente na reação.

Aí entra a água, que reduz a temperatura do local, retirando assim o calor existente na reação.


No entanto, a água não apaga todos os tipos de fogo.

O fogo pode ser classificado em 3 classes distintas, que dependem da origem do incêndio. Estas classes são: A, B e C.

O fogo A é o único que pode ser usado com água, pois esta vai reagir com o processo de resfriamento. Esse fogo normalmente é originado em materiais sólidos como madeira, tecido, papéis...

O fogo classe B é o originado em combustíveis, tipo óleo, gasolina, querosene, álcool, etc. Esse, deve ser extinto por abafamento, normalmente utilizando o pó químico ou espuma química.


O fogo classe C é o ocorrido em equipamentos elétricos. A água ou qualquer equipamento que possua água não pode ser usado enquanto existir energia, pois a água se torna condutora de eletricidade. Então, deve ser usado o pó químico.

Fonte: http://www.sofisica.com.br/conteudos/curiosidades/agua_fogo.php

Como funcionam as redes Wi-Fi?

Frequentemente nos deparamos com pessoas em aeroportos, bibliotecas, restaurantes, etc. utilizando dispositivos eletrônicos, como, por exemplo, notebooks, para acessarem a internet sem utilizar cabos para a conexão.

A chamada rede Wi-Fi é uma rede sem fio (também chamada de wireless) na qual podemos ter acesso à internet apenas por sinal de ondas de rádio, assim como as televisões e os celulares, não sendo necessária a utilização de fios conectores.


As ondas de rádio são ondas eletromagnéticas (formadas pela combinação dos campos elétrico e magnético que se propagam no espaço perpendicularmente transportando energia) utilizadas pelas emissoras de rádio.

Basicamente, nos locais onde há sistemas que fazem uso de ondas de rádio, um circuito elétrico é o responsável por provocar a oscilação de elétrons na antena emissora. Estes elétrons são acelerados e, em virtude disso, emitem ondas de rádio, as quais transportam as informações até uma antena receptora.

As redes Wi-Fi, utilizadas para fornecer acesso sem fio à internet, operam de forma análoga: um adaptador (sem fio) para computadores capta as informações e as traduz na forma de sinais de rádio, as quais são transmitidos com o auxílio de uma antena.

O roteador (também sem fio), cuja função é realizar a distribuição dos sinais da rede, além de "escolher" o melhor caminho para o envio de um conjunto de dados, é quem recebe o sinal e o decodifica. É ele quem envia as informações para a internet usando uma conexão (com fios), a Ethernet, responsável pela interconexão de redes locais.

É válido salientar que o processo inverso também pode ocorrer: o roteador pode receber as informações da internet, traduzi-las em sinais de rádio e enviá-las para o adaptador.

Fonte: http://www.sofisica.com.br/conteudos/curiosidades/wi_fi.php

Por que o forno de micro-ondas não aquece alguns objetos e por que não se devem colocar objetos metálicos nele?

O forno de micro-ondas, presente na maioria das residências, emite micro-ondas com frequência na casa de 2,5 gigahertz. A característica interessante desta faixa de frequência é que a radiação excita, de forma considerável, as moléculas assimétricas, como a da água, óleos e açúcares. Desta forma, quando o eletrodoméstico é utilizado para aquecer os alimentos, apenas estas moléculas aumentam sua energia interna, provocando um aumento de temperatura.


O material dos pratos e potes é, em sua maior parte, formado por moléculas de estrutura extremamente simétrica, por isso o aquecimento deles é muito pequeno. Mas quando colocamos um alimento em um prato para ser aquecido, este prato não está quente ao ser retirado do forno de micro-ondas? A resposta é sim, ele está. No entanto, as micro-ondas não são o motivo deste aquecimento, e sim o contato direto do prato com os alimentos aquecidos.

E por que não devemos colocar objetos metálicos no forno de micro-ondas?
Por dois motivos principais: primeiramente, porque superfícies de metal refletem as micro-ondas, causando uma espécie de blindagem que impede que as ondas atinjam as moléculas líquidas. A outra razão é que o campo elétrico presente no interior do forno provoca o surgimento de correntes elétricas nos metais, os quais acabam sendo carregados e aquecendo rapidamente. Assim, se houver algo como um pedaço de papel ou qualquer outra coisa que possa pegar fogo dentro do micro-ondas, pode ser ocasionado um incêndio.
Fonte: http://www.sofisica.com.br/conteudos/curiosidades/microondas.php

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Como Funciona um Pendrive?

Encontrar alguém que não saiba o que é um pendrive hoje é quase tão difícil quanto alguém que não conheça o Sílvio Santos. Exageros à parte, os pen drives são tão populares que é difícil acreditar que ninguém tenha pensado neles antes do temidos disquetes e seus estonteantes 2 MB de armazenamento. Apesar de estar no bolso, na bolsa, no pescoço, mala e em todos os lugares, nem todos sabem como funciona uma das maravilhas do mundo da informática. Para desvendar este mito, hoje você vai conhecer um pouco sobre a história, funcionamento e formas de aprimorar e dicas para não cair no truque do pendrive de etiqueta.
Era uma vez...

A história do pendrive é bem curta e teve início no ano 2000. Já a da memória flash, que é a utilizada nestes dispositivos, começou em 1980 com a Toshiba. Os primeiros modelos de pendrive foram fabricados pela Trek Technology em conjunto com a IBM, e eram chamados de DiskOnKey. A capacidade de armazenamento dos primeiros pendrives começou em 8 MB, o que era muito para época, tendo em vista que os disquetes armazenavam no máximo 2,88 MB. O tempo foi passando e, dos míseros 8 MB, chegamos a pendrives com 64 GB ou mais em menos de dez anos de história.

O que faz dele um fenômeno?

Ninguém duvida que os pendrives sejam fenômenos de venda em todos os lugares do mundo. Mas, o que faz deles tão populares? A resposta pode estar em uma palavra: energia. Parece estranho, mas um dos fatores que contribuiu para o boom deste tipo de dispositivo é a não necessidade de energia para manter os dados armazenados, e continuar sendo muito seguro e estável – ao contrário dos disquetes.

O princípio é parecido com o de alguns celulares mais antigos, por exemplo. Eles armazenam configurações como hora e data, mas quando retiramos a bateria – deixamos de fornecer energia – estes dados são perdidos. Isso não acontece nos pendrives, pois se nenhum acidente ocorrer, os dados sempre estarão lá.

Os pendrives também são conhecidos por USB Flash Drives, pois utilizam uma memória flash como modo de armazenamento. Uma das vantagens desse tipo de memória para as demais é o fato de ela ser eletrônica e não magnética – como eram os disquetes -, dessa maneira os dados gravados dificilmente se perdem caso haja interferências de campos magnéticos.

Simplificando, os pendrives possuem um chip gravável e regravável e o processo de armazenamento se dá por meio de elétrons que ao receberem carga positiva se tornam um número 1 e, ao perder em carga, se transformam em 0. É o famoso código binário em ação. Além de ser seguro, pequeno e fácil de usar, outro fator que faz dos pendrives verdadeiros sucessos de venda é a possibilidade de encontrar modelos muito loucos.

Do computador para o bolso



Além de ter todos aqueles atributos, os pendrives também fazem sucesso por terem adotado a famosa entrada USB com porta de comunicação. Esse tipo de conexão foi desenvolvido com o intuito de tornar a comunicação do computador com outros dispositivos mais rápida.

Outra função da adoção e massificação da porta USB foi para tentar padronizar as entradas dos computadores. Desta forma, com o tempo elas acabaram se tornando mais populares que os próprios leitores de CDs, justamente por permitirem a conexão de vários dispositivos com a máquina, não somente para a leitura de dados.
Pega na mentira!

Por terem se tornado “pop stars”, os pendrives estão constantemente na mira de falsificadores e, junto a outros equipamentos eletrônicos – celulares e MP3 players –, são a “menina dos olhos” dos xing-lings de plantão. As marcas líderes deste mercado como a Kingston, SanDisk, HP e Memorex, por exemplo, são as que mais sofrem com falsificações.

O pior é que as falsificações estão ficando a cada dia mais perfeitas, dessa maneira é difícil para o consumidor saber quando está comprando gato por lebre. Por isso, a Kingston, por exemplo, disponibiliza ao seu consumidor um site para identificar pendrives falsos.

256 GB por R$1,99?

Um dos golpes mais comuns pregados por pendrives xing-lings é vender uma capacidade de armazenamento muito maior do ele possui realmente. É o caso do pendrive de etiqueta, ou seja, você compra um dispositivo com 4 GB na etiqueta, mas na verdade ele tem, por exemplo, 1 GB ou até menos. Isso acontece com muita frequência quando o consumidor vai atrás exclusivamente do preço e se esquece da qualidade. Por isso, desconfie de pendrives com alto valor de armazenamento e com valor muito baixo, pois certamente você vai cair em uma fria.



O pendrive é o queridinho dos usuários que precisam transportar arquivos de um lado para o outro. Em primeiro lugar por ser seguro e também, atualmente, acessível. Com uma história recente, mas com muito desenvolvimento, hoje ele reina soberano nos bolsos e portas USB pelo mundo afora. Contudo, apesar de o pendrive estar em evidência, os fabricantes nunca deixam de inovar e criar novos formatos, para que capacidades e melhorias são adicionadas ao dispositivo. Se você quiser saber tudo sobre o mundo dos pendrives, não deixe de ler mais artigos sobre esse assunto na nossa área de Tecnologia.



domingo, 23 de janeiro de 2011

Como Funciona o GPS?



O GPS consiste numa rede de 24 satélites situados a uma órbita próxima dos 20.200 quilômetros de distancia da Terra. O receptor GPS que usamos atualmente nos nossos automóveis põe-se em contato com quatro desses satélites. Três deles, através de um simples cálculo geométrico de triangulação com o sinal recebido, calculam a nossa posição. Essa triangulação funciona da seguinte forma: se você sabe que se encontra a 100 km de uma determinada cidade isso não dá a sua posição exata, pois você pode estar em qualquer ponto em um raio de 100 km desta cidade (satélite 1), então é preciso de mais uma referência que é demarcada pela circunferência do satélite 2, porém, ao cruzar esses dois círculos, você pode estar em um dos dois pontos que cruzam esses círculos, então entra a triangulação de uma terceira referencia (satélite 3) e o ponto onde cruzam essas 3 circunferências é a sua posição.

Os sinais que se enviam e recebem para esses cálculos viajam próximos da velocidade da luz. Ainda assim têm uma mínima demora que também têm de ser calculada para que o resultado seja exato. Esse é o trabalho do quarto satélite: ajustar com exatidão o relógio do nosso GPS. Para tal os satélites dispõem de um relógio atômico extremamente preciso, tão preciso que apenas se atrasa um milésimo de segundo a cada 100000 anos.
Aparentemente já está tudo resolvido. Com a triangulação dos três sinais e a sincronização do relógio atômico do satélite e o nosso GPS o sistema deveria encontrar a nossa posição exata. Mas não é tão simples assim. É aqui que entra a teoria da relatividade de Einstein. Sem ela o GPS seria inviável.
A teoria da relatividade afirma que o tempo passa mais lentamente quanto maior é a velocidade a que nos deslocamos. Esse fenômeno não é apreciável na Terra com os meios de transporte atuais, mas sim o seria a velocidades próximas das da luz.
Um exemplo afirma que se um astronauta viajar ao centro da nossa galáxia a velocidades fantásticas e regressar à terra da mesma forma, para o astronauta, teriam passado apenas 60 anos, enquanto que para os habitantes da terra já teriam passado 4 milhões de anos. Uma segunda conclusão da teoria da relatividade afirma que quanto menor for à atração do campo gravitacional, o tempo passa mais depressa.

Agora que conhecemos estas duas leis, há que ter em conta que os satélites GPS orbitam a 14.000 quilômetros por hora. Isto significa que para eles (de igual forma como ao astronauta) o tempo passa mais devagar. Lembrando também, que os GPS estão a 20.200 quilômetros da Terra, portanto a atração gravitacional é menor e de acordo com a segunda conclusão, o tempo passa mais rápido.
Calculando as diferenças de ambos os fenômenos obtêm que o tempo para os satélites passa 39 milionésimos de segundo por dia (sendo 7µs devido à dilatação do tempo e 45µs devido à dilatação gravitacional) mais devagar do que para nós que estamos na Terra. Ou seja, os satélites ao fim de cada dia são 39 milionésimos de segundo mais jovens que nós.
Não parece ser uma diferença muito grande, mas temos de ter em conta que se usa para os cálculos a velocidade dos sinais dos satélites, qualquer milionésimo de segundo que deixemos para trás multiplicado por esse valor se transforma num erro enorme que poderia chegar até aos 11 quilômetros a mais por cada dia ao calcular a nossa posição.
Os instrumentos dos satélites ajustam automaticamente os seus cálculos com estes fenômenos da teoria da Relatividade, o que lhes permite uma exatidão de quinze metros, o que os impede de uma maior exatidão são as interferências da atmosfera ou as condições climatológicas.

Fonte: http://curiofisica.com.br/ciencia/como-funciona-o-gps
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O Celular pode Causar Câncer?



Há muito tempo que se questiona, eu diria até que se afirma que o celular pode causar câncer no cérebro, na boca, olhos e entre outros locais do corpo humano, principalmente na região da cabeça.
Talvez esse mito tenha surgido na internet e como o mesmo é um meio de comunicação extremamente rápido, se espalhou pelos quatro cantos do mundo. Mas afinal, o celular realmente pode causar câncer ou não passa de um mito?
Vários estudos são realizados para provar ou negar tal afirmativa. No dia 08/11/2001 o professor Francisco Tejo, da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) apresentou a câmara dos deputados um estudo dos efeitos dos celulares na saúde, porém sem dados conclusivos. Segundo esses estudos, o uso excessivo pode causar câncer, principalmente no cérebro e nas mamas, além de provocar depressão, perda de memória e envelhecimento acelerado. Um estudo realizado por cientistas israelenses financiada pela Associação internacional contra o câncer em um projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que os riscos de desenvolver um tumor maligno em glândulas parótidas (glândulas salivares) são quase 50% maiores quando há uso freqüente de telefones celulares (mais de 22h mensais).
De acordo com a pesquisa do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, apenas alguns minutos (10 minutos) de exposição à radiação causada pelos celulares podem desencadear problemas na divisão celular humana que levam ao surgimento de tumores cancerosos. Uma equipe coordenada pelo professor Rony Seger expôs células humanas e de ratos a radiação eletromagnética a uma freqüência 875 MHz e com uma potência um pouco menor do que o nível emitido pela maioria dos handsets disponíveis no mercado. Segundo os pesquisadores, em 10 minutos o sinal químico indicativo do processo de desenvolvimento de tumor foi ativado.
Apesar de varias pesquisas terem encontrado de fato, relação entre o celular e tumores no cérebro, a mesma conexão ainda tem que ser feita para os tumores que se tornaram cânceres. Além disso, não há evidência concreta, que sugira que os sinais móveis atuais possam causar riscos de saúde em longo prazo.
Talvez toda essa polêmica, de que o celular pode causar câncer, tenha nascido do fato de que o celular funciona através de radiação eletromagnética e quando se fala em exposição à radiação já se imagina câncer.
Porém devemos saber que a radiação eletromagnética, ou ondas eletromagnéticas, emitida pelos celulares e suas torres de transmissão são radiação não-ionizantes. Mas o que é uma radiação não-ionizantes? Para entender isso, vamos entrar um pouco na química e depois voltar à física. Todos os elementos têm o mesmo número de prótons e de elétrons, agora quando este elemento doa ou recebe elétrons através de uma ligação química nós o chamamos de Íons. Um Íon sempre deve estar ligado a outro Íon para que haja estabilidade. Existem dois tipos de radiação, as Ionizante e as Não-Ionizantes. As radiações ionizante são aquelas capazes de quebrar uma ligação química deixando Íons espalhados e esses íons precisão achar outras moléculas para se ligarem e voltarem a ser estáveis, e isso é um dos fenômenos que tornam as radiações ionizante mais perigosas, pois podem trazer danos as moléculas que formam células. Exemplos de radiação ionizante são a alfa e beta. A radiação gama não é ionizante, porem é considerado como tal devido a sua grande energia e capacidade de penetração. A radiação gama, nos seres vivos, pode quebrar a ponde de hidrogênio que ligam as cadeias de DNA e levar o individuo a morte, passando por mutações genéticas. As radiações não-ionizantes não são capazes de formar íons como as ionizantes, por isso sua periculosidade é extremamente menor que as do tipo ionizante. Porém ela também tem efeitos biológicos como, por exemplo, o aquecimento dos tecidos.
Como foi dito no começo desde texto, não há nenhum estudo conclusivo que relacione o uso de celulares ao surgimento de câncer. Ainda há muito estudo a ser realizado e muito a ser investigado sobre o assunto.

Fonte: http://curiofisica.com.br/ciencia/fisica/o-celular-pode-causar-cancer

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Efeito Fotoelétrico


O efeito fotoelétrico foi explicado por Einstein em 1905, o que lhe rendeu o premio Nobel de Física no ano de 1921.
O efeito fotoelétrico é simplesmente a emissão de elétrons de um determinado material, quando uma onda eletromagnética é exposta sobre ele.


Luz sendo emitida sobre uma placa metalica e gerando uma corrente eletrica devido os eletrons que sairam da placa.
Como assim? É só colocar uma luz sobre qualquer coisa e ela vai começar a emitir elétrons? Não! Calma ai, vamos explicar com mais detalhes…
Os elétrons estão girando ao redor do núcleo. Quando incidimos uma onda eletromagnética (por exemplo, uma luz) sobre um material qualquer, ele transfere energia para os elétrons que compõem este material. Se a energia fornecida pela onda para esse elétron, for mínima ou maior do que o necessário para que esse elétron saia do sistema, ele abandonará a sua órbita.
Pode ser que a energia fornecida seja igual ou mínima e neste caso os elétrons não possuem energia cinética o suficiente para sair da orbita, caso contrário, eles saem com uma energia cinética. Para saber qual é o mínimo de energia que deve ser fornecido ao sistema, temos a seguinte equação:
Φ = hf
Onde:
Φ é a função trabalho ou energia mínima para retirar o elétron;
h é a constante de Planck (6,63×10^-34eV);
f é a freqüência do fóton que compõe a onda incidente.
Agora já sabemos que os elétrons não saem assim do nada, é necessário que a energia exceda o mínimo para que o elétron seja ejetado.
Beleza! Mas e daí? E daí que o efeito fotoelétrico é muito mais importante do que você imagina. Graças a ele você tem a televisão, os detectores de metal, portas que abrem automáticas, iluminação nas ruas… Entre muitas outras coisas que temos no nosso dia a dia.

Fonte: http://curiofisica.com.br/ciencia/feito-fotoeletrico-voce-sabe-o-que-e-isso

Angiofluoresceinografia




A Angiofluoresceinografia é um exame em que se obtém imagens digitais da retina após a injeção de um contraste (fluoresceína sódica) em uma veia do antebraço ou mão, avaliando o seu trajeto nos vasos da coróide e retina.

O olho humano tem uma estrutura que permite a entrada (e também a saída) da luz até sua parte mais posterior ou profunda, a retina.

A retina pode ser comparada ao filme de uma máquina fotográfica.

Todo o funcionamento do olho tem o objetivo de fazer com que a luz e as imagens entrem no seu interior e impressionem o nosso “filme”. Diferentemente das outras estruturas intra-oculares, a retina é um tecido muito delgado e frágil entremeado por muitos vasos sanguíneos.

A angiofluoresceínografia tem por objetivo estudar a dinâmica do sangue e fluidos dentro desta estrutura ocular tão delicada.

A angiofluoresceinografia é realizada através da injeção de um contraste (uma espécie de corante) dentro da circulação.

Este contraste preenche os vasos dentro do olho que podem então ser fotografados.

Obtemos desta forma uma seqüência de fotografias que demonstram a dinâmica dos fluidos oculares retínicos e nos permitem identificar doenças.

A angiofluoresceinografia é um exame importante para o acompanhamento de afecções como: retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade, oclusão vascular retínica, edema de mácula, retinopatia por hipertensão, , tumores oculares, etc.

Angiofluoresceinografia: Orientações:


É obrigatória a presença de acompanhante maior de 18 anos.
Menores de 18 anos devem vir acompanhados pelo responsável legal.
Não há a necessidade de suspender qualquer medicação e/ou colírios de uso rotineiro (exceto colírios mióticos, por exemplo pilocarpina).
Este exame não é contra-indicado para pacientes com alergia a iodo.
É necessário jejum de 3 horas (se for diabético, jejum de 1 hora).
É necessário a assinatura de termo de consentimento para uso de contraste endovenoso.
É realizado dilatação pupilar de ambos os olhos com embaçamento visual de aproximadamente 6 a 8 horas de duração.
Durante o exame são tiradas fotografias do fundo do olho com a utilização de flash, o que pode causar desconforto e fotofobia.
Ocasionalmente, você poderá sentir coceira, náusea ou tontura.
Após o exame, a sua pele pode tornar-se amarelada e a urina fica com uma coloração verde-amarelada por um período de 24-48 horas, devido à excreção do contraste.
Atenção: Não dirigir após o exame.

Retirado de: http://www.aptomed.com.br/site/subpagedetalhes_canal.php?id=48

O que é Biometria?


Biometria é o uso das características biológicas de uma pessoa a fim de promover mecanismos únicos de identificação. Essa identificação pode ser realizada através de elementos corporais que não são iguais, ou seja, elementos que contém diferenças particulares como a íris (parte colorida dos olhos), a retina (membrana interna do globo ocular), a impressão digital, a voz, o formato do rosto e o formato da mão. Acreditam que num futuro próximo será possível a identificação por DNA e odor corporal.

Para a realização da biometria é necessário que se tenha os principais componentes que são:

• Captura: É o processo de obtenção da informação ou característica a ser mecanizada.

• Extração: É o processo de transformação da característica ou informação para um formato inicial.

• Criação de um padrão: É o processo onde o formato inicial é convertido a um formato padrão onde este possa ser armazenado.

• Comparação: É o processo onde são realizados testes de comparação entre a característica ou informação utilizada e o formato armazenado.

A biometria, ao contrário do que se pode pensar, é uma técnica bastante antiga, utilizada pelos faraós egípcios que usavam a cor dos olhos, as cicatrizes, a arcada dentária, a cor dos cabelos e outros para identificarem determinadas pessoas. Com o avanço da tecnologia no século XIX, a biometria ganhou a atenção dos cientistas que nela encontraram formas de facilitar a identificação das pessoas e de dificultar a usurpação.

A precisão da biometria é medida pelo falso negativo que ocorre quando um usuário não é reconhecido pelo sistema e o falso positivo que ocorre quando um estanho é identificado como usuário.

Retirado: http://www.brasilescola.com/informatica/biometria.htm

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Por que Saímos com os Olhos Vermelhos nas Fotos?


Algumas vezes nos deparamos com alguns olhos vermelhos enquanto tiramos fotos. Verificávamos esse fato com maior freqüência há alguns anos atrás, com as câmeras fotográficas analógicas, mas isso ainda acontece com as câmeras digitais, porém com menor freqüência, pois as mesmas possuem dispositivos redutores de olhos vermelhos, mas afinal, por que às vezes ficamos com olhos vermelhos nas fotos?
Em nossos olhos existe uma estrutura chamada pupila. A pupila é responsável pelo controle de quantidade de luz que entra em nossos olhos. Quando o ambiente está muito iluminado a pupila se fecha para diminuir a quantidade de luz que esta entrando nos olhos, quando o ambiente está escuro a pupila se abre para maximizar a entrada de luz e permitir que o individuo veja o máximo possível no escuro.
Você já deve ter percebido que a grande maioria das fotos onde alguém saiu com os olhos vermelhos foi tirada de noite ou em algum ambiente pouco iluminado. E você também sabe que só podemos ver alguma coisa porque o mesmo[o objeto] reflete a luz, e a luz refletida chega aos nossos olhos possibilitando enxergamos determinado objeto.
O interior dos nossos olhos é uma estrutura muito vascularizada, ou seja, possui milhares de vasos sanguíneos e quando a foto é tirada em um ambiente pouco iluminado, a pupila do(a) “modelo(a)” está aberta. Com a pupila aberta, a luz do flash entra nos olhos e os vasos sangüíneos refletem para a câmera. Ou seja, aquele ponto vermelho sobre seus olhos nas fotos é o reflexo dos vasos sanguíneos do interior dos mesmos.
*Para evitar os olhos vermelhos nas fotos, basta você olhar para a lente da camera e não para o flash quando for tira-la.

Fonte: http://curiofisica.com.br/ciencia/fisica/por-que-saimos-com-olhos-vermelhos-nas-fotos