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domingo, 4 de julho de 2010

Bananas são radioativas (e inofensivas)


Sim, as bananas são radioativas, e também os tijolos, tomates, granito, castanha do pará, diversos tipos de rochas, etc. Todos estes apresentam uma certa dose de radioatividade, que ocorre naturalmente e normalmente é inofensiva.

Como todos sabem, e o Gustavo Kuerten muito mais, as bananas contém uma boa quantidade de potássio, este de grande valia na dieta, principalmente em exercícios físicos prolongados. E é este potássio o principal responsável pela pequena dose de radioatividade que existe em uma banana.

Para 100gramas de banana teremos em torno de 358mg de potássio. E desta quantidade, apenas uma fração será de 40K, o potássio radioativo. São conhecidos ao todo 24 isótopos do potássio, e três deles ocorrem naturalmente: 39K (93.3% e estável), 40K (0.0117% e radioativo) and 41K (6.7% e estável).

A quantidade de 40K em uma banana será mínima e dose de radiação decorrente da ingestão desta será desprezível. Tanto que quando a radiação é considerada baixa, alguns apelidam de ´dose equivalente a uma banana´ . Mesmo se você comer diversas bananas por dia, a dose de potássio no seu corpo será praticamente constante devido aos mecanismos naturais de eliminação de excesso.

Fonte: http://www.tabelaperiodica.org/bananas-sao-radioativas-e-inofensivas/

A Física Hoje - Divisões

Sabemos hoje que o universo é formado de matéria e energia. Como exemplo de energia podemos citar a luz que, de acordo com a Mecânica Quântica, é formada por pequenos “pacotes” de energia, denominados fótons. Como exemplo de matéria podemos citar o próton, o nêutron e o elétron. Mas além dessas três partículas existem muitas outras, como pósitrons, neutrinos, kaons, que não fazem parte do átomo.
Essas outras partículas surgem em reações nucleares e têm em geral vida curta: mal aparecem e imediatamente se transformam numa das 3 partículas Básicas (próton, nêutron, elétron) ou se transformam em fótons.
Uma das descobertas mais fascinantes da Física no século XX é a possibilidade da transformação de matéria em energia e de energia em matéria. E, ainda que o próton e o nêutron não são indivisíveis como se pensava. Eles são formados por partículas ainda menores, denominadas quarks.

Áreas da Física

Mecânica: estudo dos movimentos (Cinemática, Estática e Dinâmica);
Termologia: estudo do calor;
Óptica: estudo da luz;
Ondulatória: estudo do som e outros fenômenos análogos denominados ondas;
Eletromagnetismo: estudo dos fenômenos elétricos e magnéticos;
Física Moderna: estudo da estrutura do átomo, a radioatividade, a teoria da relatividade, etc.

Importância da Física

Uma das ciências mais antigas, a Física é responsável por grande parte do desenvolvimento científico alcançado pela humanidade. Ela tem aplicações em praticamente todos os campos da atividade humana. Na medicina, inicialmente com os raios X, com a ultra-sonografia e a ressonância magnética, os diagnósticos ficam cada vez mais precisos. Nos transportes temos os motores à explosão e os modernos trens que levitam magneticamente sobre trilhos. Na geração e produção de energia temos desde a energia elétrica até a nuclear. Nas telecomunicações e na eletrônica, do telégrafo, passando pelo rádio e a televisão, até os modernos Chips que possibilitaram os computadores mais potentes e, entre outras coisas, os telefones celulares.




LEI FÍSICA

A palavra fenômeno vem do grego phainómenon, cujo significado é “aquilo que parece”. Etimologicamente, podemos dizer então que fenômenos são aquelas coisas que se nos apresentam. É comum considerarmos como fenômenos algo misterioso, como um arco-íris, um furacão, uma tempestade, etc.
Consideraremos fenômeno toda e qualquer manifestação no tempo e no espaço, como por exemplo, o movimento de um carro, o tiro de um canhão, o aquecimento da água, etc.
Os fenômenos não se produzem ao acaso: entre eles existe uma interdependência. Tais relações de interdependência constituem as leis.
Para estudar os fenômenos, a ciência procura, inicialmente, estabelecer uma relação qualitativa entre eles – as leis qualitativas. Por exemplo:
O calor dilata o ferro;
A pressão diminui o volume dos gases;
O atrito produz calor;
Porém, um estudo aprofundado necessita de mais dados – as medidas quantitativas.
De quanto se dilata a barra de ferro entre 2 temperaturas?
De quanto diminui o volume do gás quando a pressão duplica?
Quantas calorias são produzidas por um carro ao frear e parar?
Quando é possível medir aquilo de que se está falando e exprimir essa medida por números, estabelecemos uma lei Física:
“Lei Física é a relação matemática entre as grandezas que participam de um mesmo fenômeno”.

Método da Física

Na pesquisa de um fenômeno e das Leis que o regem, deve-se obedecer a uma ordem progressiva, que constitui o método da ciência. Nesse sentido, a Física utiliza-se de dois processos: a observação e a experimentação:
Observação: consiste no exame atento de um fenômeno e na pesquisa das circunstâncias que o envolvem. Neste caso podemos utilizar os nossos sentidos ou instrumentos que aumentem o seu alcance (lupa, luneta, microscópio, balança, etc.).
Experimentação: consiste em produzir o fenômeno artificialmente, em condições ideais para a observação. Neste caso, fazemos variar as circunstâncias que rodeiam o fenômeno para verificar quais dessas circunstâncias influem nele. Por exemplo:
O movimento oscilatório de um pêndulo e algumas circunstâncias que o rodeiam.

Podemos questionar:
A massa do pêndulo influi no tempo de oscilação?
O comprimento do fio influi no período?
A temperatura e a pressão modificam o fenômeno?
O local onde é realizada a experiência influi no tempo de oscilação?
Quando os fatores que intervêm direta ou indiretamente numa lei física podem ser avaliados quantitativamente, isto é, podem ser medidos, passam a constituir uma grandeza física.
As grandezas físicas são classificadas em escalares e vetoriais.
Grandezas escalares: são caracterizadas por um número real, positivo ou negativo, acompanhado de uma unidade de medida.
A massa de um corpo é de 3,0 kg;
Hoje a temperatura foi de 28 ºC;
Grandezas Vetoriais: são caracterizadas por um número real (módulo ou intensidade), acompanhado de uma unidade de medida, uma direção e um sentido.

Introdução à Física

A EVOLUÇÃO DA FÍSICA

A física é a ciência que se preocupa em descrever e explicar os fenômenos naturais. Para isso cria modelos idealizados das situações reais, em que apenas os fatores que interessam são considerados; a partir de conclusões sobre o comportamento de um modelo, generaliza o resultado de forma a explicar a situação real, e é capaz de prever circunstâncias futuras para o mesmo fenômeno.
As primeiras descobertas em Física ocorreram na Pré-história, como tentativas de resolver problemas práticos ou facilitar as tarefas do homem.
Quando alguém percebeu que poderia usar uma pedra pontuda para rasgar a carne de um animal morto, ou um arco para atirar flechas a grande distâncias, estava inconscientemente, aplicando conceitos físicos.
Outras descobertas fundamentais da Física para as civilizações foram: o arado, a roda e o uso controlado do fogo.
A invenção da escrita, por volta de 300 a.c., foi um grande impulso ao conhecimento humano, tornando possível o acúmulo de grandes quantidades de informações para as gerações futuras.
Situam-se nesse período as civilizações egípcia e mesopotâmia, que conheciam a irrigação por bombeamento, métodos de transporte de cargas pesadas e refinadas técnicas de construção de monumentos.
Apesar do grande número de descobertas, os conhecimentos ainda não estavam sistematizados numa teoria explicativa. Apresentavam-se como resultados independentes, obtidos um a um como solução de problemas práticos específicos.
Por volta de 600 a.c. nascia a Filosofia com os gregos.
Era uma tentativa de explicar tudo por meio da razão. Nessa busca pela razão de ser das coisas, os gregos formularam os princípios gerais do movimento, da constituição da matéria, etc.
A extensa obra de Aristóteles (384 – 322 a.c.) tornou-se o marco de toda a Física européia por mais de 1500 anos. Observamos nela grande quantidade de bom senso aliada à lógica, além de certa capacidade de abstração. Mas o desinteresse na comprovação prática dessas idéias resultou em algumas conclusões equivacadas.
Houve uma série de dificuldades para os pensadores da Era Cristã corrigirem algumas afirmações aristotélicas, entre elas, a Igreja Católica, que condenou qualquer conhecimento que não estivesse na Bíblia, eliminando influências pagãs da Antiguidade. Além disso, a estrutura basicamente rural da sociedade Feudal, a maioria dos indivíduos analfabeta e a ausência de livros não-religiosos tornavam o desenvolvimento da ciência quase impossível.
Apenas no século XVI, com o renascimento do comércio e da vida urbana, passou a existir um ambiente propício à renovação cultural.
Galileu Galilei (1564-1642) corrigiu muito erros de Aristóteles usando a Experimentação para comprovar seus argumentos. O cientista italiano mostrou com sua prática que é necessário testar as teorias com experiências concretas, sempre que possível. Para ter êxito o pesquisador deve criar situações favoráveis de observação, eliminando fatores que interfiram na análise do problema estudado.
Aproveitando os resultados já obtidos por homens como Galileu e Kepler, o inglês Isaac Newton (1642-1727) realizou a primeira grande síntese da história da Física.
Reuniu as explicações de diversos fenômenos mecânicos do cotidiano sob três princípios gerais: as chamadas Leis de Newton da dinâmica. Além disso, uniu a Física terrestre com a celeste por meio da Lei da Gravitação Universal, terminado com uma separação que remontava às origens da Astronomia.
Depois disso, poucos resistiram à idéia de Copérnico de um universo heliocêntrico (com o Sol no Centro).
Os fundamentos teóricos deixados por Newton possibilitaram importantes inovações técnicas nos séculos XVIII e XIX, como por exemplo, relógios mecânicos, teares mecânicos, óculos, telescópios, microscópios, etc.
Outras áreas da Física começaram a se desenvolver durante o séc. XVIII: a termologia, a eletricidade e o magnetismo. Surgia assim, a Revolução Industrial, época de aumento incrível na produtividade, no progresso material das nações, e na população européia.
Por volta de 1830, a maioria das potências européias possuía uma rede de ferrovias ligando as fábricas às grandes concentrações urbanas. Tornou-se interessante aos industriais investir em melhorias tecnológicas, para aumentar ainda mais seus lucros em seus negócios.
Desde então, o conceito de investimento público e privado em inovações tecnológicas permeia todas as nações desenvolvidas. Menosprezar a importância de novas descobertas é o caminho mais curto para um país se tornar dependente economicamente de outros.
O incentivo em pesquisas por volta de 1840 resultou no desenvolvimento do eletromagnetismo por Ampère e Faraday, entre outros. Desde então, são possíveis instalações elétricas nas residências,e aparelhos que funcionem à base de motores elétricos.
Daí houve-se um grande avanço nas tecnologias em formas gerais principalmente com experiências deMax Planck (1900), Albert Einstein (1905), Roentgem (1899) que abalaram profundamente a estrutura do castelo da Física clássica de Newton, surgindo assim outros ramos da Física: Relatividade e a Mecânica Quântica.
Os físicos sabem que já descobriram muito, mas sabem também que ainda restam enormes desafios a ser vencidos para uma melhor compreensão do Universo.

Efeito Doppler

Imagine que estamos na praia, parados. Nesse caso, a freqüência das ondas do mar que chegam aos nossos pés é igual à freqüência da fonte. Quando, porém, corremos de encontro às ondas, atravessamos um maior número de ondas por unidade de tempo; ou seja, a freqüência percebida pelo receptor torna-se maior que a freqüência das ondas.
Quando, ao contrário, corremos no mesmo sentido das ondas, mas não muito mais rápido do que elas, cruzamos menos ondas por unidade de tempo; a freqüência percebida pelo receptor fica, portanto, menor que a freqüência das ondas.
Como situação-limite, vamos supor que estivéssemos correndo com a mesma velocidade das ondas. Estaríamos então nos movimentando sempre junto à mesma crista ou ao mesmo vale. Isso acontece, por exemplo, quando um surfista desliza numa onda, na mesma direção e no mesmo sentido. Nesse caso, a freqüência percebida pelo receptor é nula. Vejamos outra situação:
Em nosso dia a dia, é comum ouvirmos a sirene de uma ambulância se aproximando ou se afastando. O som da sirene não é o mesmo na aproximação e no afastamento. Percebemos o som mais agudo quando ela se aproxima e mais grave quando se afasta. Este é um exemplo de alteração na freqüência quando ocorre movimento da fonte. O ruído dos motores dos carros também é afetado da mesma maneira. Percebemos isso claramente nas transmissões de corrida de automóvel, a não ser quando a imagem e o som são captados por instrumentos acoplados ao veículo – procedimento comum, nesse tipo de transmissão, para possibilitar ao telespectador as sensações que acompanham o piloto.
O que acabamos de explanar sobre o movimento tanto da fonte quanto do receptor nos permite concluir que, em relação a um som, a freqüência percebida por um receptor depende do movimento relativo entre ele e a fonte. Esse efeito é chamado de EFEITO DOPPLER.
O efeito Doppler ocorre quando existe movimento relativo entre a fonte emissora das ondas e o receptor. È importante salientar que o movimento da fonte não altera a velocidade de propagação das ondas. Ou seja, o fato de um veículo estar em movimento não produz qualquer alteração na velocidade de propagação do som produzido por ele. È um aspecto que diferencia as propagações ondulatórias do movimento dos corpos em geral. Diferentemente das ondas, se lançarmos à água uma pedra de um barco em movimento, a velocidade da pedra em relação às águas depende da velocidade que o barco tem no momento do lançamento.
No caso de a fonte de som se aproximar de um observador em repouso, a freqüência aparente do som que atinge o observador é maior que a freqüência real da fonte. Dizemos que acontece um “encurtamento” no comprimento de onda das ondas que chegam ao observador, devido ao movimento da fonte. Vamos resumir a discussão em dois casos:
1ª) se o movimento relativo é de aproximação, a freqüência percebida pelo receptor é maior que a da fonte;
2ª) se o movimento relativo é de afastamento, a freqüência percebida pelo receptor é menor que a freqüência da fonte.
De modo geral, a freqüência aparente (f’) e a freqüência real (f) se relacionam por meio de:

A definição do sinal (+) ou (-) é feita com base na figura:

O efeito Doppler também é observado nas ondas eletromagnéticas, em particular na luz. Continuam valendo as conclusões de que a freqüência, para o receptor, sofre acréscimo quando o movimento relativo à fonte é de aproximação e um decréscimo quando é de afastamento, embora a expressão para o seu cálculo seja um pouco diferente. Os primeiros estudos sobre o efeito Doppler com a luz foram elaborados por Fizeau.
As radiações emitidas pelas estrelas são como uma “impressão digital” para sua identificação. Observações astronômicas mostram que as freqüências das radiações estelares chegam à Terra apresentando uma redução, com as cores deslocando-se para o vermelho, que seria o resultado do afastamento das galáxias entre si.

sábado, 3 de julho de 2010

Força de atrito Entenda o que são atrito estático e atrito cinético

A força de atrito é uma força de importância indiscutível, pois ela está presente em praticamente todos os momentos do nosso dia-a-dia. Sem ela, seria impossível você estar agora sentado lendo esse texto, pois você já teria escorregado pela sua cadeira. O simples ato de andar também seria inviável, pois sem o atrito você não teria apoio nem para ficar de pé.

Para que exista a força de atrito, é necessário existir o contato entre duas superfícies, como por exemplo, o pneu de um automóvel e o asfalto. O pneu é aderente e o asfalto é áspero, e essa combinação gera uma força de atrito que fará o automóvel se movimentar sem derrapar pela pista.

Define-se a força de atrito como uma força de oposição à tendência do escorregamento. Tal força é gerada devido a irregularidades entre as duas superfícies que estão em contato. Observe a figura abaixo:

Ela mostra a força motriz e a conseqüente força de atrito, que tem a mesma direção e sentido oposto, e também mostra uma ampliação exemplificada das irregularidades das duas superfícies.

É importante também assinalar que a força de atrito depende da força de compressão que o objeto faz com a superfície de apoio. Não é difícil entender que quanto mais o objeto pressionar essa superfície, maior será a força de atrito. Essa força de compressão é representada pela força normal.

Força de atrito estático e cinético


É comum nos depararmos com a tarefa de empurrar algum objeto pesado, como um guarda roupa, e encontrarmos alguma dificuldade para tirá-lo do lugar. Tal dificuldade vem do fato de o chão e a base do guarda roupa serem ásperos, e também de o guarda roupa ser muito pesado.

Observamos também que não conseguimos mover o guarda roupa de imediato. É preciso fazer uma força relativamente grande, e - depois que se consegue estabelecer o movimento - é mais fácil manter o guarda roupa nesse estado do que tirá-lo do lugar.

Essa situação se explica pela existência de dois tipos de atrito: o estático e o cinético.

Força de atrito estático

A força de atrito estático ocorre quando a força aplicada não é suficiente para mover o objeto. É aquela situação em que você empurra o guarda roupa e ele não se move. Isso ocorre porque a força aplicada é igualada pela força de atrito. Observe que por esse motivo, a força de atrito estático tem a sua intensidade variável.

Por exemplo, imagine que você aplicou uma força de 100N no guarda roupa. Se ele não se mover é porque o atrito também vale 100N. Se você aumentar a força aplicada para 130N e ele continuar imóvel, é porque atrito também aumentou para 130N e assim continuará sendo até que o guarda roupa entre em movimento.

Observe então, que apesar do atrito estático variar com a força aplicada, ele deve ter um valor máximo que, se for ultrapassado, acarretará no movimento do objeto. Esse atrito máximo recebe o nome de atrito de destaque e é determinado pela seguinte equação matemática.

Onde é o coeficiente de atrito estático, que é uma grandeza adimensional, ou seja, não possui unidade, e FN é a força normal.

Pode-se considerar o atrito de destaque como um parâmetro para saber se um corpo entra em movimento ou não com a aplicação de determinada força. Se essa força for maior que o atrito de destaque, o corpo entrará em movimento. Já se a força aplicada for menor ou igual ao atrito de destaque, o corpo permanece em repouso.

Força de atrito cinético

Quando a força aplicada for maior que a força de atrito de destaque, o corpo entrará em movimento. A partir desse momento, o atrito deixa de ser estático para se tornar cinético, ou seja, o atrito cinético é o atrito que ocorre quando os corpos estão em movimento.

Esse atrito, ao contrário do atrito estático, tem valor constante e é menor que o atrito de destaque. Isso é um dos motivos pelo qual fica mais fácil empurrar o guarda roupa depois que ele entra em movimento.

A sua intensidade é determinada por uma equação muito semelhante à equação do atrito de destaque, bastando apenas trocar o coeficiente de atrito estático pelo coeficiente de atrito cinético.

Onde é o coeficiente de atrito cinético.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/fisica/ult1700u19.jhtm

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Arcos de Interferência - Formação

A luz, na realidade, possui uma natureza ondulatória. Pode-se comparar essa natureza com as ondas sonoras, em que as moléculas de ar vibram, e essa vibração é transmitida para as moléculas vizinhas. Essa natureza ondulatória da luz altera ligeiramente o arco-íris em relação ao mostrado na primeira parte, e é responsável pela aparição dos arcos de interferência (repetições tênues de algumas cores no lado de dentro do arco-íris).

Antes de prosseguir, vale lembrar que, caso duas ondas atinjam um observador, ocorrerá uma soma caso elas estejam em fase, e um cancelamento caso estejam em fases opostas. Veja a figura 1 para melhor compreensão. Fases coincidentes serão chamadas de interferências construtivas, e fases opostas serão chamadas de interferências destrutivas.

Figura 1 - Soma de ondas. Caso elas estejam em fase (as duas ondas vibrando juntas), a resultante terá amplitude maior. Caso estejam em oposição de fase (uma vibra num sentido e a outra no sentido oposto), ocorrerá um cancelamento total.

Veja de novo a figura 3 da seção anterior (link para a figura 3). À medida que o raio incidente de luz se move para cima na gota, o raio de saída se abre, para depois voltar a se fechar. Portanto, com a exceção do raio na abertura máxima, dois raios incidentes produzem raios de saída no mesmo ângulo (veja a figura 2, uma adaptação a figura 3 da seção anterior). Nessa figura, os raios representados pelas cores verde e azul (nada têm a ver com as cores da luz - as cores são apenas para visualização), por exemplo, produzem raios de saída no mesmo ângulo. Um observador posicionado no prolongamento dos mesmos verá um raio de luz provocado por dois raios incidentes.

Figura 2 - Dois raios incidentes podem provocar raios de saída paralelos (esses raios de saída atingirão um observador em terra, que se localiza muito longe, a vários quilômetros, em comparação com o tamanho da gota, questão de milímetros). Isso ocorre para vários pares de raios incidentes, que provocam vários pares de raios de saída paralelos, que atingirão um observador. Obs: na figura, devido a um efeito de ilusão de ótica, os raios de saída marcados não parecem estar paralelos, mas estão.

E é nesse ponto que está o segredo. A figura 3 mostra o caminho da luz no interior da gota, para aqueles dois raios, considerando-se sua natureza ondulatória. Ocorre que as fases na saída podem estar coincidentes ou não, dependendo da diferença das distâncias percorridas pelos dois raios no interior da gota, do comprimento de onda envolvido (dependente da cor da luz em estudo), e do tamanho da gota.

Figura 3 - Considerando-se a natureza ondulatória da luz, um determinado par de raios incidentes (que provocam raios de saída paralelos), poderá ocasionar uma concordância ou uma discordância de fases (ou qualquer condição entre as duas). Dependendo do tamanho da gota, da cor da luz envolvida e quais pares de raios incidentes estamos analisando, o par de raios de saída poderá estar em fase, fora de fase, ou em qualquer situação intermediária. No caso da figura, um determinado par de raios incidentes, para a luz de cor verde, e para um determinado tamanho de gota, originou raios de saída nem totalmente fora de fase e nem totalmente em fase. A linha branca entre os dois raios de saída serve como ajuda para se visualizar a posição das fases dos raios.

Vamos estudar o que acontece com pares de raios incidentes que provocam os mesmos raios de saída (ou paralelos). Ou seja, vamos pegar raios incidentes tais que produzem raios de saída em aberturas progressivamente menores, a partir da máxima. A figura 4 é uma nova adaptação da figura 3 da seção anterior, com raios na mesma abertura marcados com a mesma cor (a cor é apenas para visualização, nada tem a ver com as cores da luz do Sol). Para um determinado tamanho de gota e uma determinada cor, as interferências na saída serão alternadamente construtivas e destrutivas, ocasionando regiões sem luz e com luz. Isso altera as figuras 5A, 5B e 5C da seção anterior, em que a região dos raios de saída deveria se mostrar ondulada, com regiões alternadamente claras e escuras. A parte de cima da figura 5 dessa seção mostra as interferências construtivas e destrutivas para as cores vermelha, verde e azul.

Figura 4 - Para um determinado tamanho de gota e para uma determinada cor de luz solar, pares de raios incidentes originam raios de saída paralelos em aberturas progressivamente menores a partir da máxima. Esses pares de raios de saída, à medida que vão se fechando, estão alternadamente em fase e fora de fase. Alguns desses pares estão representados na figura. Os raios de letra C e C' (representados pela cor verde) originam raios de saída bem abertos; os raios B e B' (representados pela cor vermelha) originam raios de saída um pouco mais fechados, e finalmente os raios A e A' (representados pela cor azul clara) originam raios de saída bem fechados.

Figura 5 - À medida que se estuda pares de raios incidentes que provocam raios de saída em aberturas cada vez menores a partir da máxima, esses raios de saída alternadamente se somam e se cancelam (estão alternadamente em fase e fora de fase). A figura acima representa o ângulo de abertura dos raios de saída, sendo de 42o à direita, e diminuindo para a esquerda. Para a mesma gota, as regiões de soma e cancelamento não são coincidentes para cada cor de luz. Três cores estão representadas na figura e, abaixo, tem-se o resultado da sobreposição dessas três cores. A banda mais da direita é mais clara por estar na abertura máxima. (A figura é apenas esquemática, não representa bem a real situação das distribuições de zonas claras e escuras)

Note, nas referidas figuras, que o espaçamento entre claros e escuros é diferente para cada cor, devido à mudança dos comprimentos de onda. Assim, a parte de baixo da figura 5 é o resultado da sobreposição das três cores da parte de cima da figura. A banda mais clara à direita é o arco-íris propriamente dito, e as bandas mais tênues são os arcos de interferência.

Chuvas com gotas de diferentes tamanhos acabam obliterando os arcos de interferência, pois cada tamanho de gota produziria esses arcos em disposições diferentes, deslocados uns com relação aos outros. Apenas a primeira banda, o arco-íris propriamente dito, pode ser visto. Mesmo assim, o lado azul desses arco-íris quase não é notado. Já chuvas com tamanhos de gotas bem definidos e pequenos produzem arcos de interferência bem proeminentes. Gotas grandes, por outro lado, acabam produzindo arcos de interferência, mas não são muito proeminentes.

A figura 6 mostra uma foto real de arco-íris com arcos de interferência. O Sol já estava bastante baixo na hora em que a foto foi tirada, o que ocasionou uma perda da componente azul da luz solar e, consequentemente, muito pouco azul no arco-íris. A foto foi dividida em seus canais vermelho, verde e azul, e essas componentes estão representadas na animação 6A (dividir em canais significa decompor as cores da foto nas componentes formadoras de cada cor, ou seja, verde, vermelha e azul - a cor amarela, por exemplo, é a soma de verde com vermelho em iguais intensidades; na figura 5 acima, as três primeiras bandas representam os canais da banda colorida de baixo).

Nota: uma determinada cor (amarela, por exemplo) do monitor do computador ou da televisão pode ser decomposta. Isso não significa que essa mesma cor, no arco-íris verdadeiro, seja uma mistura de outras cores (o amarelo do arco-íris não é a soma de verde com vermelho). O amarelo do arco-íris é uma cor pura. A decomposição em canais vermelho, verde e azul é uma característica de fotografia digital, de monitores e das TVs.

Figura 6 - Arco-íris fotografado em Minas Gerais, com o Sol a apenas 1 grau e meio de altura no céu, onde se podem notar alguns arcos supernumerários.

Figura 6A - Composição da foto 6 nos canais vermelho, verde e azul. Os quadros estão nessa ordem, sendo que o mais demorado é o do azul, o qual está bastante fraco devido à baixa altura do Sol no céu. Note como os arcos de interferência (os arcos mais fracos, abaixo do arco principal) estão em posições diferentes para cada cor, como prevê a figura 5.

Fonte: http://astrosurf.com/skyscapes/otica/arco2.htm